• Zonas de interação humana

Na vida, frequentemente nos deparamos com situações que suscitam preocupações.
Existem aspectos que podemos gerenciar, tomar ações e influenciar.
 Para gerenciar nossa energia mental e emocional de maneira mais eficaz, é útil compreender que, independentemente de nossas preferências, operamos em três áreas distintas: o Círculo de Controle, o Círculo de Influência e o Círculo de Preocupação.
 
CÍRCULO DE CONTROLESF.png
controlesf.png
Círculo de Influência

 

Desde que fazemos parte de uma sociedade, todos nós influenciamos e somos influenciados, quer queiramos ou não, de forma consciente ou inconsciente. Nossas ações, palavras e até nossos ideais têm um impacto sobre as pessoas ao nosso redor. Da mesma forma, somos moldados pelos nossos círculos sociais, pelas redes sociais (cada vez mais, infelizmente), por um livro, um filme, uma peça de teatro, entre outros.
Aqui entra em ação uma das soft skills mais cruciais: a comunicação eficaz. O que dizemos, como nos expressamos e quando o fazemos afeta profundamente a maneira como pretendemos influenciar os demais. Não se restringe apenas a líderes, professores, políticos ou influenciadores digitais; todos nós influenciamos e é essencial termos consciência de como impactamos as pessoas ao nosso redor, além da responsabilidade que isso implica.
Portanto, é fundamental estarmos atentos às nossas ações e à forma como nos comunicamos, pois isso é vital para estabelecer conexões e promover mudanças em nosso ambiente.
Surge, então, a pergunta: que tipo de impacto queremos criar por meio de nossa influência?
CIRCULO DE CONTROLE.png

 

Círculo de Controle
O Círculo de Controle abrange tudo o que está sob seu domínio direto, onde você é 100% responsável por suas ações ou omissões e, consequentemente, por suas consequências. Essa área é fácil de compreender, pois envolve suas atitudes, comportamentos, decisões, ações e inações. Por exemplo, você pode optar por como reagir a desafios ou críticas, gerenciar seu tempo, se preparar para uma apresentação, decidir como se expressar, o que fazer e o que não, suas escolhas, incluindo aquelas que podem ser erradas, aliás aqui está contido o conceito de certo e errado. 
Mesmo que às vezes tentemos delegar responsabilidades, no final das contas, somos nós que tomamos as decisões.
Focar nesse círculo traz resultados concretos e proporciona uma sensação de autonomia.
influencia sf1.png
influencia x.png
1 (4).png
preocupação1.png
preocupação 4.png
Círculo de Preocupação

 

O Círculo de Preocupação inclui tudo que está além do seu controle ou influência imediata. Isso abrange questões como eventos globais, condições climáticas, comportamentos de estranhos, suas ações ou decisões.
Desperdiçar energia demais com essas preocupações pode levar à ansiedade e frustração.
É mais eficaz reconhecer essas limitações e direcionar sua atenção para os outros dois círculos e fazer o que o ser humano tem feito desde os homens das cavernas: adaptar-se.

 

Problemas ao não compreendermos claramente esses círculos de atuação

 

 

1) A terceirização da responsabilidade
Muitas pessoas têm um bom conhecimento de sua área de controle e desempenham suas funções adequadamente. No entanto, quando se trata de assumir as consequências de suas ações ou omissões, frequentemente tentam transferir essa responsabilidade usando justificativas como: não sabia, fui induzido, a situação me forçou, entre outras. Embora sejamos influenciados por outras pessoas, pelo ambiente e mesmo pelas redes sociais, é essencial entender e aceitar que a decisão final é sempre nossa!

 

 

2) A crença na ilusão de controle sobre os demais
Não são apenas líderes autocráticos ou pseudo-ditadores que acreditam ter poder sobre aqueles que estão fora de seu círculo. Todos nós, em diferentes momentos, tentamos exercer não apenas influência, mas controle sobre os outros. Essa dinâmica é uma constante ao longo da história. Continuamos a buscar esse controle e, inevitavelmente, enfrentamos frustrações ao perceber que não conseguimos dominar o comportamento alheio, o que pode levar muitos a reações irracionais e até violentas. Este comportamento é mais frequente em pessoas manipuladoras e que necessitam do controle sobre os outros.
 
 
3) A confusão, seja inconsciente ou consciente, entre influência e manipulação

 

Influenciar e ser influenciado é uma parte intrínseca da convivência em sociedade, como já mencionado. Portanto, por que não utilizar essa influência para direcionar as pessoas a agir conforme nossos interesses? À primeira vista, isso pode parecer um raciocínio lógico, mas a resposta é um sonoro e inequívoco NÃO. Existem inúmeras publicações, sites e até mesmo pseudo-filosofias que ensinam técnicas de manipulação de pessoas. Certamente, tais técnicas são envoltas em aspectos positivos, como a capacidade de influenciar pessoas em contextos de vendas, política, entre outros. Muitas dessas abordagens fundamentam-se no entendimento do comportamento cerebral, buscando “penetrar” na mente das pessoas para orientar suas ações e até mesmo seus pensamentos. Indivíduos manipuladores aproveitam-se daqueles que não possuem clareza sobre a função de seu círculo de controle, aceitando facilmente induções de pensamento sem reflexão crítica e autonomia.

 

 

4) Perda de tempo e foco

 

No círculo de preocupação não temos nem controle e nem influência nos fatos. Somos meros observadores.
Aqui o maior problema são pessoas que investem muito do seu precioso tempo tentando controlar ou influenciar fatos, sem efeito algum e acredite são muitas pessoas que agem desta forma. Este comportamento gera muitas vezes, além da frustração e sentimento de inutilidade, fuga da realidade e negação criando um mundo próprio onde falsamente tem mais controle sobre o que ocorre.

 

 

CONCLUSÃO

Por fim, para compreendermos adequadamente os círculos de influência, é imprescindível que tenhamos clareza sobre nossos objetivos, nosso propósito e o que consideramos fundamental e significativo em nossas vidas. É essencial que nos conheçamos melhor, aprendendo com nossas experiências, tanto as bem-sucedidas quanto as que não tiveram o resultado esperado.

Devemos reconhecer corajosamente que somos responsáveis por nossas escolhas, assegurando que ninguém decida por nós sobre nossa essência.